Fico algo preocupado ao escutar as declarações de Mumammar Khadafi, quando este afirma "O Povo adora-me!". Todo o Mundo já percebeu que este é um regime condenado ao fracasso e esta situação, embora muitos analistas a considerem fruto do contágio das revoltas tunísina e egípcia, partiu da vontade desse mesmo povo por quem o seu "antigo" líder diz ser adorado, em terminar com o regime de repressão vivido há décadas e oferecer à Líbia uma nova esperança no futuro.
Khadafi é um homem cada vez mais isolado e já deu provas de ser capaz de provocar um massacre para retardar ao máximo a queda do seu poder em Tripoli.
Apesar da Carta das Nações Unidas afirmar que a organização não pode intervir nos assuntos internos de cada um dos Estados, a Sociedade Internacional não se pode demitir de fornecer o apoio necessário que este país possa vir a precisar, bastando lembrar o princípio da 'Responsability to Protect'. A opinião avançada pela Rússia no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, onde defende que deve ser o povo a resolver o clima que se vive actualmente na Líbia deve ser encarada com alguma reserva, uma vez que a crise Líbia é substancialmente diferente do que ocorre na Tunísia e no Egípto. O povo líbio é formado por tribos distintas, o que torna o futuro daquele país mais incerto que nos demais.
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