segunda-feira, 7 de março de 2011

Apenas uma nota...


Escrevo para dar conta do progressivo crescimento económico do Brasil, que já regista a sétima maior economia mundial, ultrapassando de uma só vez a França e o Reino Unido. O Brasil registou, em 2010, o quinto maior crescimento do seu Produto Interno Bruto, dentro do G-20. Um registo digno de nota e que mostra o bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em matéria económica há já vários anos do outro lado do Atlântico.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Necessidade da ZEA

A situação cada vez mais hostil que se verifica na Líbia trouxe para a atmosfera internacional a discussão acerca da introdução ou não de uma zona de exclusão aérea naquele território, de forma a impedir que as forças leais a Khadafi ataquem por ar as cidades libertadas pela oposição, como o que acontece esta manhã em Marsa el-Brega (conhecida por ser território de uma das mais importantes refinarias petrolíferas do país), assegurando assim a segurança da população.

No entanto, esta questão é mais complexa do que à partida possa parecer. Numa primeira abordagem, a introdução de uma zona de exclusão aérea sob decisão da ONU, teria como primeira etapa a neutralização dos meios aéreos do regime líbio. Para que tal se torne possível seria essencial a intervenção da NATO, uma vez que a ONU não dispõe de um exército próprio.

Mas a verdade que a introdução de uma ZEA não traz por si só a segurança à Líbia. Para além de possuirem os meios aéreos mais eficazes, as forças de Khadafi são também detentoras dos meios de combate terrestre mais avançados, em comparação com a oposição em revolta. Assim, no caso de um impedimento em usar o ar como plataforma de combate, o combate terrestre não seria de certeza evitado. Por último, existe sempre a imprevisibilidade do pensamento de Khadafi, que poderia sempre contornar a intervenção conjunta ONU/NATO na Líbia e continuar com os ataques aéreos.

À semelhança do que já afirmei há dias atrás, a situação na Líbia é (muito) diferente do se verifica na Tunísia e no Egipto, sendo cada vez mais certa a hipótese de uma guerra civil neste país africano.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Pensamento de Angela Merkel

Não está fácil a vida para Angela Merkel e para o seu partido conservador no poder. Num ano onde a Alemanha atravessa várias eleições nos diferentes estados para o Bundesrat (Senado), diversas estão a ser as contrariedades ao partido no poder.

Aliado a uma cada vez maior insatisfação dos alemães, que se sentem como "os principais contibuintes para a crise do euro" (Guimarães, Maria João), mais são as situações que colocam Merkel e o seu governo numa situação embaraçosa. No passado dia 20 de Fevereiro, nas eleições em Hamburgo (uma das principais cidades alemãs), a União Democrática Cristã (CDU) obteve o seu pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial, perdendo a eleição para os sociais-democratas. Mas a situação pode não ficar por aqui: no próximo dia 27 de Março a eleição realiza-se em Baden-Würtemberg, estado onde a CDU está no poder desde 1953. As sondagens não são muito animadoras, mas ainda assim oferecem uma ligeira vantagem aos conservadores.

Mas ao olhar a imprensa destaco uma notícia que vem abalar ainda mais a popularidade do governo - Karl-Theodor zu Guttenberg, Ministro da Defesa e um dos políticos mais populares na Alemanha acaba de se demitir após a descoberta de plágio na sua tese de Doutoramento. Permitam-me este comentário sendo eu um estudante: confesso que já fui acusado de plágio ainda há bem pouco tempo e estando eu inocente fiz de tudo para provar a qualidade e a genuinidade do meu trabalho. E consegui! Por isso este episódio toca-me particularmente: melhor que usar ideias de outros como se fossem nossas, é termos a capacidade de admitir as nossas fraquezas e limitações.

Talvez assim a política internacional, citando Kissinger e tendo em vista o pensamento de Wodroow Wilson «should no longer be conducted secretly by experts but on the basis of "open agreements, openly arrived at."» (Diplomacy: 19)

terça-feira, 1 de março de 2011

A tensão na Líbia


Fico algo preocupado ao escutar as declarações de Mumammar Khadafi, quando este afirma "O Povo adora-me!". Todo o Mundo já percebeu que este é um regime condenado ao fracasso e esta situação, embora muitos analistas a considerem fruto do contágio das revoltas tunísina e egípcia, partiu da vontade desse mesmo povo por quem o seu "antigo" líder diz ser adorado, em terminar com o regime de repressão vivido há décadas e oferecer à Líbia uma nova esperança no futuro.

Khadafi é um homem cada vez mais isolado e já deu provas de ser capaz de provocar um massacre para retardar ao máximo a queda do seu poder em Tripoli.

Apesar da Carta das Nações Unidas afirmar que a organização não pode intervir nos assuntos internos de cada um dos Estados, a Sociedade Internacional não se pode demitir de fornecer o apoio necessário que este país possa vir a precisar, bastando lembrar o princípio da 'Responsability to Protect'. A opinião avançada pela Rússia no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, onde defende que deve ser o povo a resolver o clima que se vive actualmente na Líbia deve ser encarada com alguma reserva, uma vez que a crise Líbia é substancialmente diferente do que ocorre na Tunísia e no Egípto. O povo líbio é formado por tribos distintas, o que torna o futuro daquele país mais incerto que nos demais.

Ideia Inesperada!

Como todas as ideias construtivas, esta surgiu inesperadamente.

O Mundo à nossa volta é feito de acontecimentos e fenómenos que alteram de forma significativa as relações entre os Estados. São estas relações que marcam o rumo da vida internacional e ocupam um lugar de destaque nos mais variados fóruns de discussão.

Este blog surge da vontade em acompanhar os acontecimentos que marcam a agenda internacional, bem como opinar acerca dos mesmos de uma forma muito pessoal. É importante referir que é muito díficil abarcar todos os acontecimentos nos vários pontos do globo, indo eu centrar-me naqueles que, mais uma vez, ache de uma maior importância.